A história do sítio Bravo contada por um morador

O Mais Ação é uma iniciativa da Fundação de Apoio ao Jovem de Iguatu, FAJI, e consiste em um dia de prestação de serviços a uma comunidade de Iguatu.

 

Mensalmente a Fundação, reunindo parceiros de diversas instituições, bem como voluntáios, leva uma caravana, que promove serviços diversos, desde cortes de cabelo a consultas jurídicas.

A MaisFM, emissora de rádio mantida pela FAJI, realiza, nas semanas que antecedem o Mais Ação, visitas à comunidade para conhecer o cotidiano da população e peculiaridades do lugar.

Essas visitas são documentadas e transmitidas na programação da rádio, visando, além de divulgar a região, promover uma integração regional. Aspectos como a história da comunidade, atividades escolares, projetos sociais, religiosidade e festejos são conhecidos por meio de entrevistas aos nossos repórteres, que, em suas visitas, documentam também por meio de fotos e de vídeos, formando assim, um acervo sobre o lugar e valorizando a tradição e a memória.

No Mês de maio o Mais Ação também visitou a comunidade do Sítio Bravo e regiões no entorno, uma vez que a região é mais distante da sede do município, sendo já próximo à divisa com Várzea Alegre.

Entre os moradores, nós conversamos com o senhor Francisco Bastos, agricultor, de 72 anos, que mora no sítio Bravo desde que nasceu. Ele nos contou um pouco da história do lugar, de como surgiu o nome ‘Bravo’ e como a população convivia com a problemática da seca.

Segundo ele, o nome da localidade vem de um boi bravo, que pertencia a uma senhora, chamada Clarinda. Ela teria oferecido o boi a quem o conseguisse domar. Os vaqueiros da região não conseguiram, mas alguns vaqueiros que vieram de fora domaram o boi e o levaram.

Quando Iguatu foi emancipado, foi feito um levantamento das localidades, baseado em referências do lugar. Como a história do boi bravo ficou conhecida, o nome acabou ficando.

Outro assunto da conversa com o Senhor Francisco Bastos foram as secas que ele vivenciou ao longo dos seus 72 anos de vida.

Ele afirma que a seca de 1958 foi um período difícil, porém, a de 1993 foi a pior, pois, segundo ele, foi um ano que não choveu. ‘As outras secas, foram secas verdes, quando chovia ao menos um pouco, para fazer pasto’. Nos períodos de seca, como não havia carros-pipa, os moradores procuravam cavar poços e cacimbas em locais onde antes havia água, como no leito dos riachos e nos açudes secos.

Instituições parceiras do Mais Ação e suas ações:

COELCE: – Palestras educativas sobre economia, segurança, meio ambiente, sorteio de lâmpadas, distribuição de jogos educativos e atendimento ao público com esclarecimentos gerais.

EDICON – Doação de uma sexta básica (parceria da Coelce)

SEBRAE – Palestras educativas sobre empreendedor individual

OAB Iguatu – Dr. Marco Antonio, Dr. Diego Sarmento, Dr. Roberto Lopes com esclarecimentos de dúvidas jurídicas.

HEMOCE – Exame de hemoglobina e inscrição para doação de medula óssea.

IFCE – Avaliação e orintação nutriocional, exame de glicemia, e aferição de pressão.

SENAC e cabeleireiros voluntários: Marilene Cabeleleireira, Jerfeson Magalhães, Gizeli e Emanoel com cortes de cabelo gratuitos.

FACULDADE LEÃO SAMPAIO E FACULDADE VALE DO SALGADO – Ações diversas.

ESCOLA BRASILEIRA DE CAPOEIRA – Oficina de dança.

ASSOCIAÇÃO CULTURAL TRADIÇÃO JUNINA E ALÍPIO ARTES – Oficina e demonstração de artes plásticas.

SECRETARIA DE OUVIDORIA PÚBLICA – Atendimento público em geral.

PSICOPEDAGOGO MONTEIRO FILHO – Jogos terapêuticos.

JORNAL PROSA E VERSOS – Campanha contra dengue e elaboração de um texto em versos relatando a imunidade.

APOIO LOGÍSTICO: ZENIR MÓVEIS, DIBESA E IPEVEL.

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