Toda semana, o Núcleo de Atividades da Fundação de Apoio ao Jovem de Iguatu (FAJI) é envolvido por uma sincronia de sons. As melodias vencem as barreiras das paredes e ganham as ruas, dando um ritmo especial ao bairro Cocobó. É nesse compasso que a fundação realizou ao longo do segundo semestre oficinas de violão e canto coral.

 

Durante os encontros de duas horas, crianças e adultos são introduzidos aos conhecimentos teóricos e práticos do universo musical do instrumento musical violão. Conforme a professora, cantora e parceira do projeto Cidênia Brito o resultado do trabalho é visível.“Provamos que mesmo sem o dom; trabalhando as técnicas e a dedicação, superamos pequenas barreias. A parceira na oferta de oportunidades como essas de tirar os jovens da ociosidade é uma prova viva”, disse.

O curso já está na metade de sua duração de oito meses. A fundação oferta os instrumentos e o espaço para realização das atividades. Além de formar novos instrumentistas através das oficinas, o curso gratuito possibilita a formação a reflexão do jovem por meio de busca de inovações pedagógicas para o ensino coletivo de violão e formação de grupos instrumentais, em um processo articulado entre ensino e pesquisa.

Os participantes das oficinas descobriram um mundo novo através do violão. Esse foi o caso de Yanne Silva 13 anos. A adolescente relata que as aulas a ajudaram a vencer a timidez e ver o mundo com outros olhos. “Eu sempre fui apaixonada por música e quis aprender a tocar violão. Minha mãe escutando a rádio soube que esta havendo a abertura de inscrições e logo garantiu minha vaga. Já aprendi muita coisa; sei a escala maior todinha no violão”, disse.

O que era apenas para ocupar o horário vago no tempo em que não está na escola, virou um hobby. A estudante Henrique Kauany Mendonça confessa que tocar violão é mais complexo do que imaginava, mas está orgulhosa do seu crescimento também nas aulas de canto coral. “Sempre gostei muito de canto. Minha mãe fez a inscrição. Eu já apreendi, a desenvoltura a respirar cada vez melhor e as técnicas para classificar minha voz é assim desenvolver”, disse.

Melhora na coordenação motora, concentração e a socialização dos 20 alunos é nítida e faz com que a FAJI já pense em seguir com a formação de novas turmas para 2019. É o que afirma Fátima Sobreira presidenta da fundação. “Esse curso está trazendo muita alegria para a gente. Era um projeto já sonhado, queríamos uma oportunidade de trabalhar a música com a juventude. Vamos terminar apenas em abril de 2019 é uma turma bastante empolgada, animada e que está participando com muita fidelidade do curso”, resumiu.

Um calendário de apresentações na cidade está sendo preparado para os alunos que irão demonstrar em público o que já absorveram nas aulas teóricas e práticas.

 

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